A TRANSIÇÃO da rotina escolar para a vida acadêmica requer adaptações da expressão oral e escrita para dominar o padrão culto do português. Para se familiarizar com construções, normas, linguagem e vocabulário adequado à nova situação é importante manter contato permanente com o texto escrito, seja acadêmico, literário ou informativo. Quanto mais diversificada a leitura, maior o universo de escolhas linguísticas na hora de escrever e de se expressar.
O desenvolvimento da habilidade escrita requer prática constante e cada aluno tem um método de estudo. Uma dica que pode ajudar na organização do pensamento e da expressão é fazer um esquema com os principais conceitos do que se quer abordar, sintetizá-los e agrupá-los. Trocar ideias com alguém antes de começar a escrever é outro exercício que pode surtir efeito positivo.
Para produzir um texto acadêmico é preciso definir o assunto, explorar as ideias principais e secundárias, apresentar dados da realidade, saber quem é seu público e como se reportar a ele. Em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a forma como o aluno reúne, organiza e seleciona as informações, de acordo com a sua interpretação e justificativa, confere autoria e originalidade ao texto.
O grande desafio do aluno recém-chegado à Universidade é identificar o método mais apropriado para organizar o pensamento e alcançar o nível de linguagem exigido, quais são suas habilidades e onde estão as dificuldades.
Fonte: Valéria Pinheiro Raymundo e Jocelyne da Cunha Bocchese, professoras da Faculdade de Letras e assessoras do Laboratório de Aprendizagem (Lapren/Logos)
Pesquisar
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A tirinha que emociou o mundo
Não é vírus! Recebi de uma amiga e estou repassando.
https://www.youtube.com/watch?v=YfR779f7r8w&feature=player_embedded
Fica a mensagem para uma reflexão, para exercitarmos a paciência. Virtude que consiste em suportar dores, infortúnios e amolações com resignação.
Bjos. e até a próxima
https://www.youtube.com/watch?v=YfR779f7r8w&feature=player_embedded
Fica a mensagem para uma reflexão, para exercitarmos a paciência. Virtude que consiste em suportar dores, infortúnios e amolações com resignação.
Bjos. e até a próxima
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Oração do Cão Abandonado
DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens, mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.
Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos a uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.
Tentei segui-lo, mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?
Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.
Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?
Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.
Não tenho água para beber, e estou tão cansado.
Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.
Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.
Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.
Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.
Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maus-tratos dos impiedosos. Proteja-os.
Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.
Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.
Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.
Elimine a dor das doenças, dos maltratados, extirpando a
ignorância do homem.
Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.
Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.
Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.
Amém.
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens, mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.
Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos a uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.
Tentei segui-lo, mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?
Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.
Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?
Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.
Não tenho água para beber, e estou tão cansado.
Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.
Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.
Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.
Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.
Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maus-tratos dos impiedosos. Proteja-os.
Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.
Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.
Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.
Elimine a dor das doenças, dos maltratados, extirpando a
ignorância do homem.
Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.
Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.
Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.
Amém.
Anônimo
Adote um animalzinho!
Acesse http://uapars.blogspot.com para maiores informações. Uma amiga já adotou e garante que vale a pena!
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Você é...
VOCÊ É...
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Você é o que você lê
Caos Criativo IX - Você é o que você lê
Eu não sei escrever sem ler. Já descobri na leitura soluções para meus problemas narrativos e até de roteiro!
Uma vez, no meio de um writer's bloc por não saber como fazer para resolver o envenamento sofrido pela minha heroína Syung Li, li um artigo em uma revista de variedades encontrei a forma perfeita de solucionar o problema e voltei a escrever animadamente!
Por isso que sempre digo a meus alunos: quem lê, escreve. E quem lê de tudo, escreve ainda mais e melhor!
Quando estou escrevendo algo, a leitura de algum título tem de imprescindivelmente ocorrer paralela. É só eu parar de ler por um dois ou três dias que já não encontro forma de prosseguir tecendo meu texto. E nem é writer's block, não, é falta de ferramentas, falta de fluência, de traquejo.
E veja bem que isso que afirmo aqui não é novidade nenhuma, é provado pela linguística e propagado por qualquer professor orientador de TCC.
Sem leitura, não se produz.
Por isso, esse é meu conselho de ouro para qualquer um que deseja escrever e ter prazer nisso.
O mais interessante é que depois de um tempo, você percebe quanto suas leituras impactam em sua escrita e usa isso a seu favor.
Por exemplo, se leio José de Alencar ("Lucíola" é sempre uma fonte abundante de inspiração), consigo produzir um texto muito parecido com o que ele produzia no século XIX. Assim, quando quero criar um tipo específico de texto, sei exatamente que tipo de leitura fazer, de modo que eu redija algo exatamente dentro do estilo que escolhi.
E diga lá se tem coisa mais gostosa que pegar um livro em uma tarde preguiçosa e caminhar, página por página, pelo percurso que ele te oferece? O que é mais confortável que revistar aquela história que te encantou uma vez e sempre guarda lago de novo para você, em sua próxima leitura? Ler um livro novo é conhecer novos lugares, pessoas e sensações e reler uma história favorita é matar a saudades de velhos amigos.
Quem aprecia a arte de escrever impreterivelmente tem de apreciar a leitura.
Assinar:
Postagens (Atom)